domingo, 23 de agosto de 2009

Porque é assim. Porque com o amor é assim. Se você me dá ele, ele é mais que meu, é nosso.
"O seu olhar melhora o meu"

Eu tenho olho azul! E ninguém pode falar que nao... Pois eu ganhei um olho azul.
É uma lagoa infinita e maravilhosa. E me olha.. e me melhora...

domingo, 12 de julho de 2009

Simonica

Eu to com o coraçao na mao. Eu to desnorteada. Porque eu nao sei o que é viver aqui sem ele. Se a gente dormia juntos para acordar juntos. Para eu escutar ele reclamando do meu despertador pela manha. Para ele fazer aquele cafésinho com leite, com aquela cara de sono, enquanto eu me arrumava pra ir pra faculdade. A gente dormia juntos numa cama de solteiro. Aguentava a dor no corpo, as cobertas que caíam no chao. Porque o calor dos corpos encaixados é a melhor justificativa. E foram tantas risadas e tantos choros abafados no cobertor. Eu chorei muito. Quase todos os dias. E ele segurava a minha mao, como sempre. E eu lhe olhava no fundo dos olhos, naquelas lagunas sem fim que ele leva na cara... Fixava cada detalhe da boca, o nariz perfeitinho, o formato das sombrancelhas, a textura da pele... Apertava a mao tao forte e doce contra a minha, numa tentativa quase patética de imobilizar o que nao se pode parar.. Porque nao se pode parar... E eu chorava. Eu transbordei de mim, entre os lençóis, embaixo da cama, por todo o quarto e além. "No quiero tener que olvidarte. No quiero olvidar la textura de tu piel, el calor de tu boca..." E chorava sem fim uma lágrima sem sal. Eu to com o coraçao na mao. Eu nao posso dormir. E todos os clichês que existem... E o beijo de boa noite? E o beijo de bom dia? Mi amor, se tenho fome, onde é que está você? Se quando eu chegar cansada em casa, nao tem macarrao com legumes. Se quando eu estiver atrasada, nao tem ninguém pra gritar meu nome. Se no sofá tem um imenso espaço vazi0. Onde está a bagunça do seu quarto, as fotos espalhadas pelo chao, as folhas rasbicadas com contas de física quantica? Você é tao maluco as vezes, um alemao físico idiota, que dança exquisito, que cria situaçoes absurdas pra eu dar risada. Eu gosto muito de ir dançar rock contigo. A gente enlouquece na pista, faz bate cabeça. Eu adoro você, que vem nas minhas loucuras comigo. Isso nao me parece certo, isso parece de verdade errado. Se poucas horas atrás eu podia escutar você cantando pela casa. E dizendo pra mim que eu canto mal, quando era eu que cantava. Sinto tanta falta... até da sua dor de cabeça, que era motivo pra china oil e carinho. Tenho tanto frio nos meus pés, alemansito. Meus pés.... Foi vendo as estrelas, na praia de Matanzas. Ele tava deitado, ao lado da fogueira. Eu tava fazendo yoga, bêbada. Enchendo a calça, a blusa, tudo de areia. E dava tanta risada... De repente ele esticou o braço e pegou no meu pé. Eu silenciei. Ficamos uns 2 minutos assim. Ele com a mao no meu pé desnudo nas areais de Matanzas. Dei a volta, deitei ao lado dele e foi tao natural que nao sei dizer quem pegou na mao de quem. Mas sei que daí nao pudemos largar mais. Praia, frio, fogueira, maos. Daí foi tao ridículo porque a gente foi pra casa e ele me perguntou se eu queria dormir com ele aquela noite. Sabe, como quem pergunta as horas. "Mônica, quer dormir na minha cama?" Simon, tonto. Mais tonta eu que respondi que nao, quando queria ter respondido sim. Ele sempre pergunta coisas assim. Eu acho graça. E daí Chile virou sinônimo de maos dadas. Sei lá... tudo tao bobo e perfeito. Uma brasileira e um alemao. E foi assim que tudo começou... Ele com a mao no meu pé desnudo nas areias de Matanzas.

sábado, 30 de maio de 2009

Onde se esconderam se esconderam por tanto tempo essas lagunas?
Agora só quero nadar, nadar...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Laguna

Simon! Simon! Yo tuve un soño malo... ¿como se diz "pesadelo" en castellano?
Ai, tengo miedo de dormir ahora. No se, olvideme de todo.
Simon, los hoyos negros en el universo en la realidad no son hoyos... entonces porque se diz así? As veces parece que todo está al revés.. y toda la masa nada mas es que un imenso espacio vacio. Quiere saber de una cosa? Sus ojos son exatamente desta color. Escuche diciendo que esta es una de las lagunas mas profundos del mundo. Alguien. Bueno, nadie sabe hasta donde llega. ¿Hasta donde llega? Tu tienes dos lagunas en la cara, Simom. ¿Deme una?
Estoy a punto de llonar otra vez, tal vez no quiera llorar otra vez. Porfavor, ya no puedo hablar sobre esto. No, no quiero bailar. No, no es importante. No, no es la ultima danza.
Voy a fuera, diga que fui al baño. ...
Esto está después de mi limite. No quiero hablar, no quiero saber.
Hoy día tomamos una decisión. ¿Miedo? Si, se duele, pero es mejor doler contigo que doler solitos. Esto es, tu se vas... y voy a doler sola. "Como una alma que no sabe en que sitio se encuentra." Como un arbol que no sabe la estación del año en sus ojas. Como un milico que ya no tiene guerra en que luchar. Tu se vas y yo me quedaré con tu laguna en el pasillo, sin poder bañarme. Tu pieza será como un hoyo negro de mi universo, una aglomeración de masa de espacio vacio.
Se fué, no más. Los platos todavía por lavar. Un calcetine que se colga, olvidado.
¡...!
¿Que haces? ¿Como puede?
Recordome ahora del soño... Estava perdida en la casa, prendia las luces que no se escendiam. Todas se quemaran en uno solo golpe y la Tierra se pos negra en un rato. La vida pendiente de un hilo. La imobilidad de quien no sabe que movimiento hacer.
Lloro el futuro que se hace cada vez más presente. No me pida más nada, no tengo derecho de pedirte o que sea. Alemansito.... ¿o que nos resta além de mirar? Lagunas. El tiempo gozando su efimeredad.
Quizá.
"Cuando yo era niña, pensaba que se mirase el sol durante mucho tiempo, mis ojos se volverían azules"

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Didigo

Últimos 5 minutos do segundo tempo. Conexão. Não imaginava que seria num estádio de futebol que iria sentir isso pela primeira vez, aqui de tão longe... Lá estávamos nós. Irmãos de bolinha de gude no tapete de labirintos, irmãos de sumô na cama dos pais, irmãos de cabaninha por toda a casa, irmãos de escorregar nas escadas montados no colchão, irmãos de Neb, irmãos de Parque das Crianças, irmãos de Chaves e depois Simpsons, hoje irmãos de Palmeiras também. Porque sempre vamos encontrar algo que nos una, mesmo quando os caminhos começam a ser tão diferentes. Foi pelo Digo que eu berrava no estádio junto com a TUP, implorava por um gol, xingava o adversário, cantava junto com a torcida e fiz do Palmeiras o amor da minha vida por 90 minutos, sem sentar! A bateria não pode parar, vamos cantar moçada!!!! E se eu gritava aqui de Santiago, sei que ele tava inquieto no sofá lá de casa em São Caetano. Se ele não pode ir, eu fui por ele. Ele sempre foi por mim.
Eu tava no jogo que o Verdão desclasificou o Colo-Colo nas Libertadores de 2009.
"Chuta essa bola Cleitonnnnnnnnn Não acredito! Não é acredito! É gol caraleo!!!!!!"
"Alô, Digo! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! É o verdão, meu irmão! É o verdão! Meu irmão, que jogo incrível, sente a torcida!!! Aaaaaa Dale dale porcoooo! Palmeiras minha vida é você! Palmeiras minha vida é você..........."
Eu tava lá. Eu tava lá pelo meu irmão.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Isso sim é de verdade.

Gustavo, pensar em você é um abraço quentinho no meu coração e um vazio seco no estômago.
Eu te amo mais a cada saudades.
Somos infinitos. E sei que nossos trensinhos sempre cruzarão por estações comuns.
Não importam pequenas escolhas, estamos juntos num objetivo maior.
Vejo seus olhos quando fecho os meus, são como dois universos frente a frente. Porém dois universos que compartilham de um outro muito maior.
Universo de amor. Simples amor. Sem sexo, sem nome, sem título.